Fotografo: Reprodução
...
O estudante Kauã Rodrigo Pother dos Santos já começou a assistir às aulas em casa, pela televisão

As aulas na rede pública estadual de ensino foram retomadas nesta segunda-feira (30) de forma remota, sem afetar o isolamento social, por determinação do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e da Fundação de Radiodifusão do Pará (Funtelpa), responsável pela Cultura Rede de Comunicação. A estratégia faz parte do Projeto Todos em Casa pela Educação, e foi elaborada para minimizar o impacto da suspensão das aulas, em função do novo Coronavírus, para estudantes dos ensinos fundamental e médio.  
 
A transmissão ocorreu pela TV Cultura do Pará, canal 2, e pelo site da emissora (www.portalcultura.com.br), possibilitando aos alunos o acesso tanto pela televisão aberta quanto pela internet, incluindo o celular.
 
Kauã Rodrigo Pother dos Santos, 13 anos, é aluno do 8º ano na Escola Madre Zarife Sales, no bairro do Guamá, em Belém, e disse que estava preocupado com o atraso do conteúdo enquanto as aulas presenciais permanecem suspensas. “Entendemos que neste momento é importante ficar em casa para ajudar a não proliferar o vírus. Eu gostei mais da interatividade do professor com o aluno, mesmo sendo via TV, e a explicação do conteúdo foi muito boa. Os conteúdos são válidos e consegui aproveitar bastante. Seria muito bom, se depois disso tudo, essas aulas continuassem, como um tipo de reforço escolar”, sugeriu o estudante.
 
Vantagens - Gustavo Barroso cursa o 3º ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Rodrigues Pinagé, no bairro da Pedreira, e está se preparando para aplicar as próximas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ele assistiu a todo o conteúdo transmitido, de Língua Portuguesa para o fundamental, e química para o ensino médio. “São assuntos complexos. A maior vantagem é poder tirar as dúvidas. Pensei que não ia ter como, mas enviar as perguntas via aplicativo e redes sociais foi muito bom. Eu não precisei mandar pergunta porque outra pessoa enviou e minha dúvida foi contemplada, assim como acontece em sala de aula”, disse Gustavo.
 
O professor de Química Thomas Jefferson enxerga o surto do novo Coronavírus como um catalisador do ensino digital. “A pandemia acelerou a reação, como catalisador, como falamos na área da Química. Veio para acelerar o ensino digital, que é um formato muito bem planejado. Você tem que pegar a sua aula que daria em sala e fazer um passo a passo, uma didática por nível de conhecimento. O planejamento de uma aula digital é essencial para que ela seja eficaz e o aluno consiga ter um bom desenvolvimento”, ressaltou o professor.
 
Segundo ele, hoje há uma mudança de cultura. As aulas serão transmitidas das 15h30 às 17h30, e o aluno pode usar a tecnologia a seu favor. “Usar o celular, por exemplo, colocar no alarme um aviso que vai ter a aula e planejar o que precisa estudar”, completou.
 
Incentivo - O Projeto Todos em Casa pela Educação foi criado para incentivar os alunos a permanecerem em casa durante o avanço da pandemia de Covid-19. A secretária de Estado de Educação, Elieth de Fátima Braga, acompanhou a transmissão.
 
“É uma oportunidade para este aluno acessar conhecimento, de entender que ele não está de férias e que pode, com certeza, contribuir com o aprendizado. As aulas estão suspensas em razão do perigo de contágio do Coronavírus, e essa oportunidade do ‘Todos em Casa pela Educação’ é para que esse aluno tenha acréscimo do seu conhecimento e não tenha prejuízo àquilo que deixou de aprender neste período”, a titular da Seduc, reiterando que o conteúdo é também importante para a manutenção de uma rotina de estudo.
 
Para o presidente da Funtelpa, Hilbert Nascimento, a estratégia é uma das formas de cumprir o papel institucional da emissora. “A importância para a Funtelpa como televisão pública e educativa atinge o seu objetivo, que é também veicular conteúdo educacional e não apenas cultural ou esportivo, por exemplo. Ela cumpre seu papel como televisão estatal, como TV educativa, abrindo as portas para ajudar na formação educacional do público paraense”, reforçou Hilbert Nascimento.