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Cuiabá(MT), Sexta-Feira, 28 de Janeiro de 2022 - 23:23
29/11/2021 as 19:07 | Por Josias De Souza |
Bolsonaro serve improviso a quem tem fome
A fome faz fila nos açougues para roer os ossos
Fotografo: Ilustração
Escassez de alimentos, fome

O Brasil vive um paradoxo constrangedor. É um dos países mais prósperos do mundo na produção de alimentos. No entanto, é cada vez mais rico em pobres que passam fome.

Alguma coisa está muito errada quando um governo diz que faz tudo certo para combater a fome e os famintos não param de invadir o noticiário. A fome faz fila nos açougues para roer os ossos. A fome invade a caçamba de lixo para disputar restos de comida com os ratos.

Reportagem do UOL flagrou a fome em outras aparições constrangedoras: desmaiando à espera de atendimento numa unidade de saúde, exibindo uma gravidez subnutrida no consultório médico.

O que fez Bolsonaro diante da intimação dos estômagos? Extinguiu o Bolsa Família, um programa social bem-sucedido, com 18 anos de existência.

Colocou no lugar o Auxílio Brasil —um programa instituído por medida provisória, com benefício temporário e fonte de financiamento inexistente. De concreto, por ora, apenas a fome.

A medida provisória já passou na Câmara. Mas não foi votada pelo Senado. Bolsonaro prometeu pagar R$ 400 por mês até dezembro de 2022. Mas a clientela do antigo Bolsa Família passou a receber uma média de R$ 224. O novo valor depende da aprovação da PEC dos precatórios, que dá o calote nas dívidas judicias do governo. O Senado hesita em aprovar.

Um governo sensato teria realizado estudos criteriosos há mais de um ano, quando a pandemia aguçou a desigualdade social. Cuidaria de aperfeiçoar e reforçar o Bolsa Família.

Governante precário, Bolsonaro preferiu administrar o problema a golpes de barriga e de populismo eleitoral. Depois de empurrar a fome alheia com seu estomago cheio e espetado, o capitão levou à vitrine um programa preparado em cima do joelho. Deixou ao relento mais de 20 milhões de brasileiros pobres que deixaram de receber o auxílio emergencial da pandemia.

Boiam na atmosfera um conjunto de interrogações. Por exemplo: que critérios técnicos foram utilizados para orçar o novo benefício em R$ 400? É melhor pagar R$ 400 a 17 milhões de famílias ou R$ 300 a um número maior de beneficiários? Se o lema do governo é mais Brasil e menos Brasília, por que as prefeituras foram excluídas da equação? O medo da derrota levou o goveno a informar que o novo benefício será permanente, não provisório. Mas a proposta apresentada pelo relator Fernando Bezerra não diz de onde sairá o dinheiro a partir de 2023.

Em condições normais, tanto improviso produziria apenas revolta. Com a proliferação da fome, o descaso produz sofrimento e morte.

Josias de Souza/https://noticias.uol.com.br/colunas/josias-de-souza/

Colaborou:  Astrogildo Nunes – astrogildonunes56@gmail.com
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