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Presidente sugere que pais apoiem padrão de vestimenta das escolas militares

O presidente Jair Bolsonaro propôs nesta segunda-feira que cidadãos inconformados com uma recomendação do Ministério Público Federal da Bahia (MPF-BA) que sugere o veto à imposição de padrões estéticos e de vestimenta para alunos de escolas militares devem recorrer à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que a orientação seja cassada.
 
De acordo com o MPF da Bahia, o regimento das escolas militares impõem "padrões estéticos e de comportamento baseados na cultura militar, sem qualquer relação ou potencialidade para a melhoria do ensino”. As alunas, por exemplo, devem ter cabelo de tamanho longo ou médio, sendo proibido o uso de penteado “exagerado (cheio ou alto)”. O ofício encaminhado informava que os colégios tinham 15 dias para informar as medidas adotadas ou as razões pelas quais elas não seriam acatadas.
 
Em julho, a unidadedo MPF na Bahia enviou um ofício a prefeituras do estado que mantêm acordo com a Polícia Militar para a gestão de colégio, recomendando que os diretores não estipulem regras para cortes de cabelos, unhas ou formas de vestir. O texto também orienta que as escolas não exerçam controles sobre as publicações de alunos em redes sociais ou a participação em manifestações, além de não interferirem em questões como namoro e o uso de jogos eletrônicos.
 
Nesta tarde, cinco meses após a orientação ter sido encaminhada pelo MPF, Bolsonaro publicou uma mensagem no Facebook propondo que pais, alunos e escolas insatisfeitos acionem a PGR.
 
“Sugerimos que a escola, qualquer pai, mãe, aluno ou interessado da comunidade manifeste irresignação (recorra) à 1ªCâmarade Coordenação e Revisão do MPF (sede da PGR/Brasília). Dessa forma, a recomendação poderá ser cassada”, sugeriu o presidente.
 
A1ª Câmara de Coordenação e Revisão é composta por três subprocuradores e é responsável por revisar atos do MPF relativos atemas como educação, saúde, moradia, mobilidade urbana e Previdência.