Fotografo: Foto: ANGELO VARELA / ALMT
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O gerente Abimael dos Santos, coordenador Edson José de Freitas Sobrinho e o médico legista Marcos Eiti Nishimura da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Tangará da Serra  receberam os deputados estaduais Delegado Claudinei (PSL) e Dr. João de Matos (MDB), na última quinta-feira, na sede da instituição.

Na oportunidade, os parlamentares depararam com vários problemas e condições precárias para execução dos trabalhos pelos profissionais.  

Além de Tangará da Serra, a unidade atende também outros 23 municípios. De acordo com Edson Sobrinho, um dos maiores problemas enfrentados pela instituição é o tamanho da região de atendimento que acaba dificultando os profissionais de terem êxito em algumas demandas.

“Um dos problemas a distância entre os municípios, sendo que existem regiões que estão na fronteira. Tem momentos que temos dificuldades de acessar certos municípios”, explica o coordenador.

Estrutura – Na oportunidade, os servidores apresentaram uma lista de materiais para atender o Instituto de Médico Legal (IML) do município.

Dentre os materiais, constam mesas de necropsia, maca pantográfica, balança antropométrica de 120 a 300 kg, aspirador de secreção, fluído e sangue, foco cirúrgico auxiliar de três leds com bateria para necropsia, viatura para recolhimento de corpos, geladeira para acondicionar material biológico, máquina fotográfica digital, mesa para escritório, armário guarda-volumes com dez portas e de aço com quatro prateleiras.

“A gente queria sentir a sensibilidade da segurança pública do estado. O pessoal trabalha em prédio sem a mínima estrutura, equipamentos que não funcionam mais, precisamos olhar com mais carinho para a Politec.

Eles são muito cobrados e eles não tem estrutura de trabalho. Estamos aqui, vendo as necessidades básicas para encontrar uma solução”, enfatiza Dr. João.

Para Abimael, a máquina fotográfica de elevação por sistema hidráulico iria facilitar muito o trabalho. “Precisamos de substituição, pois temos problemas constantes.

Às vezes temos que fazer umas 20 fotos para fazer identidade. Estes equipamentos foram os primeiros que o Estado adquiriu, hoje tem uns mais modernos. A gente sofre muito com estes equipamentos”, esclarece o gerente.

Ele acrescenta que somente Tangará da Serra e Juína que colocam o papiloscopista para fazer identidade, já o restante dos municípios conta com serviço terceirizado.

“Às vezes, o funcionário que poderia ajudar na escala de plantão, ele está aqui fazendo identidade. A gente não consegue fazer essa transição para a prefeitura assumir essa demanda”, lamenta Abimael.

“Realmente preocupante o que estes profissionais estão enfrentando para oferecer um atendimento de qualidade para o público.

Há uma grande necessidade para aumentar o efetivo e ter melhorias nas estruturas física e de material. Sem contar os equipamentos obsoletos”, destaca o deputado Delegado Claudinei que é presidente da Comissão de Segurança Pública e Comunitária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Pessoal – Edson conta que a unidade precisa de mais peritos criminais, pois há servidores que tiraram licença prêmios, outros afastados por doença ou grupo de risco devido à pandemia da Covid-19.

“A gente trabalha no limite. Os problemas são estruturais e falta de efetivo. Tem momentos que a pessoa entra em óbito e a família fica esperando por falta de papiloscopista. É direto assim”, ressalta o coordenador.

A Politec de Tangará da Serra faz parte do pólo regional da Região Integrada da Segurança Pública (Risp) de Mato Grosso. Todas as demandas apresentadas aos parlamentares serão encaminhadas para o governo de Mato Grosso.

Fonte: ALMT

Cooperador  Astrogildo Nunes – astrogildonunes56@gmail.com
Cuiabá e Municípios da Grande Baixada Cuiabana.
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