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Cuiabá(MT), Segunda-Feira, 30 de Novembro de 2020 - 16:59
18/11/2020 as 12:15 | Por Fernando E Ana Tereza | 76
Desembargadores do Tribunal de Justiça de MG são alvos de operação da PF
Operação investiga outras sete pessoas que ofereciam vantagens indevidas aos desembargadores
Fotografo: divulgação/PF
Polícia Federal cumpre mandados na sede do TJ em BH

Os desembargadores Geraldo Domingos Coelho e Paulo Cézar Dias do Tribunal de Justiça de Minas Gerais foram alvos na manhã desta quarta-feira (18) de operação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF) que apura o suposto recebimento de propina para influenciar na solução e no andamento de processos judiciais.

Não foram cumpridos mandados de prisão, apenas de busca e apreensão. Os nomes dos alvos foram confirmados ao G1 pela PF.

O G1 tentou contato com os desembargadores, por meio do TJMG, mas até as 10h40 não havia retorno.

De acordo com a PF, a operação investiga mais sete pessoas que, para conseguir privilégios com a Justiça, ofereciam retribuições financeiras e outras vantagens indevidas aos desembargadores.

Além dos desembargadores, entre os alvos, está o advogado Ildeu da Cunha Pereira Sobrinho, que morreu em fevereiro deste ano.

A justiça também autorizou a quebra do sigilo fiscal e bancário de vários investigados.

Ao todo a operação "Cosme", como foi denominada, cumpre 10 mandados de busca e apreensão - seis em Belo Horizonte, um no município de Ipanema (MG), um em Engenheiro Caldas (MG) e dois no estado de São Paulo.

"Segundo a PF, foram apreendidos R$ 50 mil na casa do advogado Luiz Carlos de Miranda Faria, ex-deputado estadual e parte do conselho da Usiminas.

Além disso, durante as buscas também foram apreendidas várias provas que, ainda de acordo com a PF, confirma o esquema."

Até 10h40 o G1 ainda tentava contato com o advogado Luiz Carlos de Miranda Faria.

Mensagens indicam participação de desembargadores

A operação desta quarta-feira é um desdobramento da Operação Capitu, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2018 que apurou a doação irregular de dinheiro para políticos e partidos, além de um esquema de arrecadação de propina dentro do Ministério da Agricultura durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

O então vice-governador de Minas Gerais, Antonio Andrade (MDB), o empresário Joesley Batista, dono da JBS, e mais 15 foram presos na operação.

A propina era paga por um grupo de empresários que se beneficiava de normas editadas pelo Ministério da Agricultura que facilitavam e viabilizavam seus negócios comerciais, dando vantagens frente a outros concorrentes.

Ao analisar o material apreendido, os investigadores identificaram mensagens no telefone celular de um advogado, que indicavam a prática de diversos delitos, sendo alguns com participação de desembargadores do TJMG.

Fonte:  Por Fernando Zuba e Ana Tereza Almeida, G1 Minas — Belo Horizonte

Jornalista:  Astrogildo Nunes – astrogildonunes56@gmail.com
Municípios da Grande Baixada Cuiabana.
E.mail . Jornal.int@gmail.com.br    
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