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Cuiabá(MT), Terça-Feira, 01 de Dezembro de 2020 - 07:43
19/11/2020 as 18:35 | Por Assessoria | 58
Saúde se engaja nos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres
A programação faz parte dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres
Fotografo: Ilustração
Sem Legenda

Começam nesta sexta-feira (20) os eventos voltados ao combate à violência contra as mulheres. A programação faz parte dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, campanha a qual a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) junto com a Secretaria Municipal de Promoção e Assistência Social, a Defensoria Pública, a Delegacia da Mulher, a Ciclo Sport Bicicletas e a Rondonetto Transportes fortalecem em Rondonópolis com programação para discutir o tema com a sociedade.

Criada em 1991, essa é uma campanha mundial que ocorre todo ano com início em 25 de novembro (Dia Internacional da Eliminação da Violência contra as Mulheres) e término em 10 de dezembro (Dia Internacional dos Direitos Humanos). No entanto, no Brasil, ela principia em 20 de novembro.

“No nosso país, os 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres foram ampliados e temos como data de abertura das ações 20 de novembro, que é o Dia Nacional da Consciência Negra, justamente porque, oficialmente, as estatísticas apontam a mulher negra como a maior vítima dessa mazela”, explica Edna Rodrigues, assistente social e profissional responsável pelos programas de combate às diversas formas de violência na sociedade da SMS.

Porém, Edna ressalta que nem sempre os registros retratam o que de fato acontece.  “Nos dados oficiais predominam casos de mulheres negras e de classe baixa como alvos desse tipo de situação.

Mas sabemos que aquelas que se enquadram em outro perfil, como as brancas e de classe A, em geral, buscam outras alternativas para resolver o problema. Muitas vezes, elas recorrem a consultórios de psicologia em vez de irem a uma delegacia”, observa.

Este ano, em função da pandemia de coronavírus, a Saúde lança mão dos meios de comunicação para debater essa importante questão.

Assim, o diálogo com a população está sendo feito através da mídia, onde Edna tem alertado, por meio de entrevistas, para a situação alarmante que atinge as mulheres que vivenciam relações de violência.

FORMAS DE AGRESSÃO

Falar sobre a violência contra a mulher é uma questão de prevenção à saúde, como adverte a assistente social: “Além do feminicídio e das consequências sociais, como a desestruturação familiar, essa prática acarreta às suas vítimas prejuízos pessoais, causando danos emocionais e psicológicos, atingindo sua saúde mental e levando, inclusive, à depressão.

Dessa forma, a autoestima, as capacidades de socialização e de trabalho da mulher ficam comprometidas e ela passa a se isolar de familiares e amigos e deixa de acreditar no seu potencial produtivo”.

Edna lembra que a opressão contra a mulher não se resume a agressões físicas, mas ocorre em um crescendo: “A violência não é só um soco na cara, um braço quebrado ou uma mancha roxa, mas também um empurrão, um beliscão ou mesmo uma forma de agressiva de puxar a mulher pelo braço”.

Pequenas atitudes podem prenunciar outras futuras se forem permitidas e, assim, gradativamente, o agressor invade a vítima.

“A agressão, na maioria das vezes, inicia-se maneira psicológica, com um xingamento, um tom de voz rude, palavras hostis, apelidos, ironia, restrição da liberdade e, aos poucos, avança, se materializando na violência física, sexual, patrimonial e financeira”, destaca a profissional da Saúde.

DENÚNCIAS

Muitas vezes, a mulher está tão fragilizada psicologicamente que sequer consegue romper o ciclo da violência e denunciar ou pedir ajuda a alguém. Por isso, Edna frisa:

“Em briga de marido e mulher tem que meter a colher, sim. Se alguém sabe ou, mesmo, suspeita que esse tipo de violência está ocorrendo, deve avisar a polícia que ela fará a investigação.

Não é preciso se identificar, pois a denúncia pode ser anônima”.  Ela ainda sublinha:

“Não existe mais substituição da penalidade aplicada ao agressor por trabalho comunitário e, caso seja determinada a medida protetiva e ele venha a desrespeitar o distanciamento estipulado, pode ser preso”.

Há vários locais onde a denúncia pode ser feita, tanto de forma presencial como por telefone. Na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), o atendimento ocorre presencialmente na Rua Armando Farjado 372, Vila Aurora, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h30 – sem fechamento no horário de almoço – ou pelos telefones 3423-1133/1754. Outro canal disponível para comunicação com a DEDM é o WhatsApp 9 9954-5213.

Já o Conselho da Mulher fica na Avenida Tiradentes 1.904, Centro e está aberto das 7h às 11h e das 13h às 17 horas, durante a semana. O número para quem preferir ligar é 3411-5005.

Também é possível denunciar na Central de Atendimento da Secretaria Nacional de Política para Mulheres pelo 180 ou, ainda pelo 190 da Polícia Militar e pelo 197 da Polícia Civil.

PEDALADA ATIVISTA

Outra atuação dos parceiros dessa campanha em Rondonópolis será uma pedalada, que vai marcar o Dia do Laço Branco, definido no calendário como 06 de dezembro, e que tem como objetivo específico sensibilizar o público masculino, já que surgiu no Canadá, sendo iniciativa de homens que desejavam mostrar ao mundo que defendem a harmonia e o respeito no relacionamento e se opõem a qualquer tipo de violência contra o sexo feminino.

Programada para o sábado, 05 de dezembro, com concentração às 7h30 e saída às 8 horas da Praça dos Carreiros, quem quiser participar da mobilização pode se dirigir ao local neste horário com sua bike.

“Apesar da data do Laço Branco ser 06 de dezembro, decidimos fazer o circuito no dia 05 porque, sendo sábado, o comércio está aberto e, então, daremos mais visibilidade ao encontro, abarcando um maior número de pessoas.

E, mesmo que esse dia seja voltado para o universo masculino, a pedalada é extensiva à população em geral, já que é importante conscientizar a todos. Ainda estamos definindo o trajeto, mas pedalaremos em ruas do Centro da cidade.

Então, quem quiser se integrar a esse enfrentamento é só aparecer por lá, não é necessário fazer inscrição”, comenta a assistente social.

Fonte | Assessoria

Jornalista:  Astrogildo Nunes – astrogildonunes56@gmail.com
Municípios da Grande Baixada Cuiabana.
E.mail . Jornal.int@gmail.com.br    
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Site brasilpolicial@gmail.com




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